segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Abate de árvores no Porto - Protesto veemente e reclamações à CM Porto

Foto: Público


Exmo. Senhor Presidente
Dr. Rui Moreira


CC. AMP e media

A operação de abate de árvores em curso em diversas zonas da cidade desde há uns tempos a esta parte, de que o da Avenida da Boavista é o mais recente exemplo e que foi notícia há dias (https://www.publico.pt/2018/11/15/local/noticia/avenida-boavista-ficar-despida-culpado-nao-outono-1851134), além de, a nosso ver, ser uma má, péssima prática em matéria de manutenção de arvoredo numa cidade que se exige europeia, é especialmente confrangedora nas justificações invocadas pela Câmara Municipal do Porto (CMP), uma vez que "lombas provocadas pelas raízes das árvores" não existiam aquando dos abates ocorridos também recentemente na Praça Marquês de Pombal e na zona do Bairro do Viso.

Em vez, trata-se de mais um triste episódio de uma narrativa por demais conhecida no país que somos, neste caso no Porto, cidade que julgávamos imune a estas más práticas após os maus resultados da intervenção no Jardim João Chagas (Cordoaria): as árvores são meros "bibelots", descartáveis à primeira obra municipal, vergadas rente à primeira investida dos promotores de obras no espaço público e ao paisagismo “3-D” de cariz urbanístico, em que as árvores pré-existentes se têm que adaptar (leia-se abater) ao projecto e não este àquelas, como seria expectável.

Cremos ter chegado o momento para a Câmara Municipal do Porto adoptar outra postura em relação ao arvoredo da cidade.

Assim, reclamamos:

• A formalização de um Regulamento Municipal do Arvoredo do Porto, que contemple uma série de procedimentos obrigatórios em matéria de espaço público, relativamente às boas-práticas de gestão e manutenção do arvoredo; relatórios fitossanitários; plano anual de podas; relação das empresas creditadas a subcontratar, etc.
• A existência de um cadastro, fidedigno, em permanente actualização e aberto à participação dos cidadãos, elencando as árvores existentes na cidade do Porto, designadamente as árvores de arruamento e alinhamento, jardins e parques sob a gestão da CMP ou das Juntas de Freguesia, com a indicação da espécies, idade, estado estrutural, estado fitossanitário, estatuto (eventual classificação) etc.
• A celebração de protocolo com o Jardim Botânico, a Fundação Serralves e/ou a UTAD para o acompanhamento permanente das árvores e dos maciços arbóreos considerados mais valiosos para a cidade, por força do seu porte, idade, empatia com a população, etc., permitindo assim à CMP uma acção preventiva e atempada em caso de verificação de anomalias graves a nível estrutural e/ou fitossanitário.

Na expectativa e colocando-nos à disposição de V. Exa. para colaborar voluntariamente, e dentro das nossas possibilidades,

José Pedro Tenreiro, Alexandre Gamelas, José Carlos Marques, Paulo Ferrero, Malcolm Millais, Francisco Queiroz, Sérgio Braga da Cruz, Rita Adrião Carretas, Rui Ferreira, Nuno Quental

1 comentário:

  1. Bom dia, acho muitíssimo pertinente a vossa proposta ! É carta aberta, foi enviada aos média, já tiveram receptividade (bem sei que é recente), farão conferência de imprensa, foi enviada formalmente ao Presidente da CMP ??? Desculpem o interrogatório mas estou deveras preocupado com isto ! Obgdo, Paul Summers

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