segunda-feira, 24 de junho de 2019

Palacete Tv. Requesende - Pedido ao Presidente da CM Porto

Ex.mo. Senhor Presidente
Dr. Rui Moreira


C.C. AMP e media

Tomámos conhecimento da eventual demolição integral de um palacete sito na Travessa de Requesende (nº 388), caso a Câmara Municipal do Porto aprove o projecto de construção nova para aquele local, submetido aos v/serviços de Urbanismo (Processo nº 116421/19).

Alertamos Vossa Excelência para o facto de o palacete em questão não estar em risco de ruína, pelo que tal demolição, mesmo tendo em conta o facto (estranho) de o edifício não estar incluído na Carta do Património, será sempre extemporânea e contrária às boas práticas internacionais relativamente a construções em logradouros de antigas quintas, como é o caso.

Trata-se de um imóvel da primeira década do século XX, que é perfeitamente recuperável, para uso compatível. A sua fachada coberta de azulejos está protegida por Lei (desde 2017), pelo que a sua demolição será ilegal. A demolição do seu magnífico portão, provavelmente dos anos 1870-1890, será, além de uma imensa falta de sentido do que é a Arquitectura, um atentado ao Património.

Apelamos, por isso, a Vossa Excelência, para que dê indicações aos serviços no sentido de indeferirem liminarmente tal projecto, e transmitam ao proprietário a necessidade de preservarem e recuperarem o palacete, muros, gradeamentos e portões incluídos.

Em relação à construção nova que, imaginamos, será o argumento apresentado para a “boa rentabilidade” do projecto, a mesma poderá ser concretizada no logradouro do edifício em apreço, desde que obedecendo à percentagem de superfície permeável imposta pelo Plano Director Municipal para o lote em questão.

Com os melhores cumprimentos

Alexandre Gamelas, Francisco Queiroz, José Pedro Tenreiro, Malcolm Millais, Nuno Gomes Oliveira, Paulo Ferrero, Susana Lainho e Belmiro Cunha

Fotos: NDMALO-GE

sexta-feira, 31 de maio de 2019

Edifício Emporium - Confeitaria Cunha - Apelo ao Presidente CM Porto

Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal do Porto
Dr. Rui Moreira


Cc. AMP e media

No seguimento de imagens vindas a público (https://residential.jll.pt/empreendimento/emporium-porto/?utm_campaign=Portugal%20-%20Residential%20-%20Emporium%20-%2030%20maio%202019&utm_medium=email&utm_source=Eloqua&emp=9745905&elqTrackId=b1f7005a0ea14a3bb37c2406fab8fba9&elq=56722b72c35543379c9ab3dde4bbd840&elqaid=21563&elqat=1&elqCampaignId=11946&fbclid=IwAR3WgCd9uZkYyFEv7na-03Qsnp-PsqjKitBfRBtlHtg0Co4C-v8348U5z1Y#.XPDUp4hKiHu) dando conta do projecto de remodelação do Edifício Emporium, onde está instalada a Confeitaria Cunha, recentemente abrangida pelo "Porto com Tradição", verificamos, para nossa grande surpresa, que o dito implica a transformação da fachada do edifício ao nível do seu piso térreo, ou seja, precisamente a fachada daquela loja projectada pelos arquitectos Victor Palla e Bento d'Almeida, entre 1973 e 1980.

Apelamos a V. Exa. para a necessidade urgente da CMP tudo tentar para assegurar a manutenção do desenho actual da fachada da Confeitaria Cunha, que é indissociável da loja. Ainda que o espaço do estabelecimento no gaveto da Rua Guedes de Azevedo e Rua Sá da Bandeira já não esteja afecto ao restaurante da Confeitaria Cunha, protegido pelo programa "Porto com Tradição", a fachada referida deve ser entendida como parte integrante do espaço protegido.

No mesmo sentido, e tendo em conta o excepcional valor arquitectónico do Edifício Emporium, projectado pelo arquitecto José Porto em 1947, apelamos à salvaguarda dos elementos que compõem os seus espaços comuns (escadarias e átrios), que nos parece irem desaparecer se se concretizar o projecto de remodelação tal como nos é dado a ver pela imobiliária acima referida.

Com os melhores cumprimentos

Alexandre Gamelas, José Pedro Tenreiro, Marta Martins Mendes, Paulo Ferrero, Sérgio Braga da Cruz, Virgílio Marques, José Marques, Rita Adrião Carretas, Augusta Monteiro, Malcolm Millais e Susana Lainho

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Demolição de moradia na R Pinto Bessa / pedido de esclarecimentos à CMP


(7 de Maio de 2019)


Exmo. Senhor Presidente da Câmara
Dr. Rui Moreira


Cc. AMP, SOS Azulejo

Constatámos estupefactos a demolição recente da moradia sita na Rua de Pinto Bessa, nº 498, uma moradia que, conforme deverá ser do conhecimento de V. Exa., tinha projecto do arquitecto Francisco de Oliveira Ferreira, datado de 1913.

Até 2005, essa moradia, que continha um friso de azulejos propositadamente concebidos, constava do Inventário Municipal. Subitamente, foi retirado do mesmo.

Numa altura em que a Câmara Municipal do Porto releva o Património da cidade como sua grande prioridade, maior é a nossa estupefacção por esta demolição, que além de revelar uma profunda ignorância dos serviços responsáveis pela sua autorização, poderá configurar propósitos de outra índole, em relação aos quais iremos solicitar a ajuda de quem de direito.

Serve o presente, portanto, para apresentarmos o nosso protesto veemente pelo sucedido e solicitarmos a V. Exa. que nos esclareça quanto à legalidade desta demolição, ou seja, se a mesma decorreu da necessária aprovação pelos serviços da CMP, e, a ter decorrido, quais os pareceres e as justificações para que tal tenha acontecido, e se os elementos ornamentais que constituíam parte da sua fachada, tais como azulejos, serralharias artísticas, etc., foram preservados no banco de materiais que existe para esse efeito.

Com os melhores cumprimentos


Francisco Queiroz, José Pedro Tenreiro, Alba Plaza, Maria Almeida, Marisa Ferreira, Paulo Ferrero, Susana Lainho, Virgílio Marques, Sérgio Braga da Cruz, Rui de Sousa, Carlos Romão, Rita Adrião Carretas, Pedro Figueiredo, Marta Martins Mendes, José Carlos Costa Marques, João Mendes, Nuno Quental, Augusta Monteiro, Nuno Gomes Oliveira e Manuel Ferreira da Silva

(fotos: Porto Sombrio e Alba Plaza)

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Resposta da CMP (29.7.2019):

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Protesto pela anunciada demolição da única moradia de Raul Lino no Porto

Exmo. Senhor Presidente
Dr. Rui Moreira


C.c. AMP, OA e Família Pimentel

Tomámos conhecimento da existência na CMP de um projecto de demolição e construção nova (ref. 260058/18/CMP) que, a ser aprovado pelos serviços que V. Exa. tutela, implicará a demolição da única casa projectada pelo insigne arq. Raul Lino na cidade do Porto, sita no gaveto da Rua Ciríaco Cardoso com a Rua Carlos Dubini.

Esta casa, embora actualmente abandonada e vandalizada, é um exemplar de referência na obra de Raul Lino, tendo sido por este arquitecto destacada no livro "Casas Portuguesas" por si escrito. É de notar que existem poucas obras de Raul Lino na região Norte, sendo esta uma das poucas casas edificadas neste território e a única conhecida na região do Porto.

Serve o presente para apresentarmos o nosso protesto veemente por essa eventualidade e para solicitarmos a melhor atenção de V. Exa. para este projecto que, a não ser corrigido de modo a se preservar e recuperar a referida moradia, significará mais um forte rombo, da exclusiva responsabilidade do actual executivo camarário, no Património da cidade e de todos nós.

Com os melhores cumprimentos

Alexandre Gamelas, Carlos Machado e Moura, Francisco Queiroz, José Costa Marques, José Pedro Tenreiro, Luísa Mendes, Nuno Gomes Oliveira, Nuno Quental, Paulo Ferrero, Sérgio Braga da Cruz, Virgílio Marques, João Mendes, Marta Mendes

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Abate de árvores no Porto - Protesto veemente e reclamações à CM Porto

Foto: Público


Exmo. Senhor Presidente
Dr. Rui Moreira


CC. AMP e media

A operação de abate de árvores em curso em diversas zonas da cidade desde há uns tempos a esta parte, de que o da Avenida da Boavista é o mais recente exemplo e que foi notícia há dias (https://www.publico.pt/2018/11/15/local/noticia/avenida-boavista-ficar-despida-culpado-nao-outono-1851134), além de, a nosso ver, ser uma má, péssima prática em matéria de manutenção de arvoredo numa cidade que se exige europeia, é especialmente confrangedora nas justificações invocadas pela Câmara Municipal do Porto (CMP), uma vez que "lombas provocadas pelas raízes das árvores" não existiam aquando dos abates ocorridos também recentemente na Praça Marquês de Pombal e na zona do Bairro do Viso.

Em vez, trata-se de mais um triste episódio de uma narrativa por demais conhecida no país que somos, neste caso no Porto, cidade que julgávamos imune a estas más práticas após os maus resultados da intervenção no Jardim João Chagas (Cordoaria): as árvores são meros "bibelots", descartáveis à primeira obra municipal, vergadas rente à primeira investida dos promotores de obras no espaço público e ao paisagismo “3-D” de cariz urbanístico, em que as árvores pré-existentes se têm que adaptar (leia-se abater) ao projecto e não este àquelas, como seria expectável.

Cremos ter chegado o momento para a Câmara Municipal do Porto adoptar outra postura em relação ao arvoredo da cidade.

Assim, reclamamos:

• A formalização de um Regulamento Municipal do Arvoredo do Porto, que contemple uma série de procedimentos obrigatórios em matéria de espaço público, relativamente às boas-práticas de gestão e manutenção do arvoredo; relatórios fitossanitários; plano anual de podas; relação das empresas creditadas a subcontratar, etc.
• A existência de um cadastro, fidedigno, em permanente actualização e aberto à participação dos cidadãos, elencando as árvores existentes na cidade do Porto, designadamente as árvores de arruamento e alinhamento, jardins e parques sob a gestão da CMP ou das Juntas de Freguesia, com a indicação da espécies, idade, estado estrutural, estado fitossanitário, estatuto (eventual classificação) etc.
• A celebração de protocolo com o Jardim Botânico, a Fundação Serralves e/ou a UTAD para o acompanhamento permanente das árvores e dos maciços arbóreos considerados mais valiosos para a cidade, por força do seu porte, idade, empatia com a população, etc., permitindo assim à CMP uma acção preventiva e atempada em caso de verificação de anomalias graves a nível estrutural e/ou fitossanitário.

Na expectativa e colocando-nos à disposição de V. Exa. para colaborar voluntariamente, e dentro das nossas possibilidades,

José Pedro Tenreiro, Alexandre Gamelas, José Carlos Marques, Paulo Ferrero, Malcolm Millais, Francisco Queiroz, Sérgio Braga da Cruz, Rita Adrião Carretas, Rui Ferreira, Nuno Quental

Palacete Tv. Requesende - Pedido ao Presidente da CM Porto

Ex.mo. Senhor Presidente Dr. Rui Moreira C.C. AMP e media Tomámos conhecimento da eventual demolição integral de um palacete ...