sexta-feira, 17 de maio de 2019

Demolição de moradia na R Pinto Bessa / pedido de esclarecimentos à CMP


Exmo. Senhor Presidente da Câmara
Dr. Rui Moreira


Cc. AMP, SOS Azulejo

Constatámos estupefactos a demolição recente da moradia sita na Rua de Pinto Bessa, nº 498, uma moradia que, conforme deverá ser do conhecimento de V. Exa., tinha projecto do arquitecto Francisco de Oliveira Ferreira, datado de 1913.

Até 2005, essa moradia, que continha um friso de azulejos propositadamente concebidos, constava do Inventário Municipal. Subitamente, foi retirado do mesmo.

Numa altura em que a Câmara Municipal do Porto releva o Património da cidade como sua grande prioridade, maior é a nossa estupefacção por esta demolição, que além de revelar uma profunda ignorância dos serviços responsáveis pela sua autorização, poderá configurar propósitos de outra índole, em relação aos quais iremos solicitar a ajuda de quem de direito.

Serve o presente, portanto, para apresentarmos o nosso protesto veemente pelo sucedido e solicitarmos a V. Exa. que nos esclareça quanto à legalidade desta demolição, ou seja, se a mesma decorreu da necessária aprovação pelos serviços da CMP, e, a ter decorrido, quais os pareceres e as justificações para que tal tenha acontecido, e se os elementos ornamentais que constituíam parte da sua fachada, tais como azulejos, serralharias artísticas, etc., foram preservados no banco de materiais que existe para esse efeito.

Com os melhores cumprimentos


Francisco Queiroz, José Pedro Tenreiro, Alba Plaza, Maria Almeida, Marisa Ferreira, Paulo Ferrero, Susana Lainho, Virgílio Marques, Sérgio Braga da Cruz, Rui de Sousa, Carlos Romão, Rita Adrião Carretas, Pedro Figueiredo, Marta Martins Mendes, José Carlos Costa Marques, João Mendes e Manuel Ferreira da Silva

(fotos: Porto Sombrio e Alba Plaza)

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Protesto pela anunciada demolição da única moradia de Raul Lino no Porto

Exmo. Senhor Presidente
Dr. Rui Moreira


C.c. AMP, OA e Família Pimentel

Tomámos conhecimento da existência na CMP de um projecto de demolição e construção nova (ref. 260058/18/CMP) que, a ser aprovado pelos serviços que V. Exa. tutela, implicará a demolição da única casa projectada pelo insigne arq. Raul Lino na cidade do Porto, sita no gaveto da Rua Ciríaco Cardoso com a Rua Carlos Dubini.

Esta casa, embora actualmente abandonada e vandalizada, é um exemplar de referência na obra de Raul Lino, tendo sido por este arquitecto destacada no livro "Casas Portuguesas" por si escrito. É de notar que existem poucas obras de Raul Lino na região Norte, sendo esta uma das poucas casas edificadas neste território e a única conhecida na região do Porto.

Serve o presente para apresentarmos o nosso protesto veemente por essa eventualidade e para solicitarmos a melhor atenção de V. Exa. para este projecto que, a não ser corrigido de modo a se preservar e recuperar a referida moradia, significará mais um forte rombo, da exclusiva responsabilidade do actual executivo camarário, no Património da cidade e de todos nós.

Com os melhores cumprimentos

Alexandre Gamelas, Carlos Machado e Moura, Francisco Queiroz, José Costa Marques, José Pedro Tenreiro, Luísa Mendes, Nuno Gomes Oliveira, Nuno Quental, Paulo Ferrero, Sérgio Braga da Cruz, Virgílio Marques, João Mendes, Marta Mendes

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Abate de árvores no Porto - Protesto veemente e reclamações à CM Porto

Foto: Público


Exmo. Senhor Presidente
Dr. Rui Moreira


CC. AMP e media

A operação de abate de árvores em curso em diversas zonas da cidade desde há uns tempos a esta parte, de que o da Avenida da Boavista é o mais recente exemplo e que foi notícia há dias (https://www.publico.pt/2018/11/15/local/noticia/avenida-boavista-ficar-despida-culpado-nao-outono-1851134), além de, a nosso ver, ser uma má, péssima prática em matéria de manutenção de arvoredo numa cidade que se exige europeia, é especialmente confrangedora nas justificações invocadas pela Câmara Municipal do Porto (CMP), uma vez que "lombas provocadas pelas raízes das árvores" não existiam aquando dos abates ocorridos também recentemente na Praça Marquês de Pombal e na zona do Bairro do Viso.

Em vez, trata-se de mais um triste episódio de uma narrativa por demais conhecida no país que somos, neste caso no Porto, cidade que julgávamos imune a estas más práticas após os maus resultados da intervenção no Jardim João Chagas (Cordoaria): as árvores são meros "bibelots", descartáveis à primeira obra municipal, vergadas rente à primeira investida dos promotores de obras no espaço público e ao paisagismo “3-D” de cariz urbanístico, em que as árvores pré-existentes se têm que adaptar (leia-se abater) ao projecto e não este àquelas, como seria expectável.

Cremos ter chegado o momento para a Câmara Municipal do Porto adoptar outra postura em relação ao arvoredo da cidade.

Assim, reclamamos:

• A formalização de um Regulamento Municipal do Arvoredo do Porto, que contemple uma série de procedimentos obrigatórios em matéria de espaço público, relativamente às boas-práticas de gestão e manutenção do arvoredo; relatórios fitossanitários; plano anual de podas; relação das empresas creditadas a subcontratar, etc.
• A existência de um cadastro, fidedigno, em permanente actualização e aberto à participação dos cidadãos, elencando as árvores existentes na cidade do Porto, designadamente as árvores de arruamento e alinhamento, jardins e parques sob a gestão da CMP ou das Juntas de Freguesia, com a indicação da espécies, idade, estado estrutural, estado fitossanitário, estatuto (eventual classificação) etc.
• A celebração de protocolo com o Jardim Botânico, a Fundação Serralves e/ou a UTAD para o acompanhamento permanente das árvores e dos maciços arbóreos considerados mais valiosos para a cidade, por força do seu porte, idade, empatia com a população, etc., permitindo assim à CMP uma acção preventiva e atempada em caso de verificação de anomalias graves a nível estrutural e/ou fitossanitário.

Na expectativa e colocando-nos à disposição de V. Exa. para colaborar voluntariamente, e dentro das nossas possibilidades,

José Pedro Tenreiro, Alexandre Gamelas, José Carlos Marques, Paulo Ferrero, Malcolm Millais, Francisco Queiroz, Sérgio Braga da Cruz, Rita Adrião Carretas, Rui Ferreira, Nuno Quental

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Antiga Casa-Oficina dos Irmãos Oliveira Ferreira (Gaia) - Pedido aos Amigos de Gaia


À Direcção da Associação Cultural “Amigos de Gaia”


Exmos. Senhores


C.C. PCM Gaia

Tomámos conhecimento do v/projecto de reabilitação relativamente à histórica Casa-Oficina dos Irmãos Oliveira Ferreira.

Confessamos a nossa surpresa quanto à, a nosso ver, excessiva carga de alterações intrusivas, traduzidas na proliferação de “vermelhos e amarelos” que o projecto implica e que têm publicado no v/site (https://www.youtube.com/watch?v=rsQ0CMd1hGs&feature=share), como, por exemplo, a janela tripartida lateral que pretendem transformar num vão único (!), o volume que se pretende construir ao lado da casa (que tem excessiva presença), a substituição das caixilharias originais e a sua troca por outras de desenho "minimalista", a construção de uma cave ( provavelmente incompatível com a manutenção de grande parte da arquitectura original, como a escadaria principal da casa (que é destruída), assim como a proliferação de anexos em redor da casa, que não valorizam nem beneficiam a mesma.

Muito gostaríamos de saber qual a origem do projecto em apreço (se é originário dos serviços da CM Gaia se de algum atelier por vós contactado) e mais gostaríamos de vos sensibilizar para a não necessidade de excessos na reabilitação que se deseja para o edifício, e que todos pretendemos capaz e respeitadora da arquitectura do mesmo.

Apelamos ainda para a necessidade essa sim urgente, de trabalhos de conservação, desde logo a nível do telhado do edifício, que a serem feitos evitarão danos mais graves.

Na expectativa, apresentamos os nossos cumprimentos, colocando-nos à v/disposição para o acompanhamento deste assunto.

José Pedro Tenreiro, Alexandre Gamelas, Francisco Sousa Rio, José Carlos Costa Marques, Sérgio Braga da Cruz

Foto: Blog Gaia Revelada

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Palacete Pinto Leite - Pedido de esclarecimentos à CMP

Exmo. Senhor Presidente
Dr. Rui Moreira


CC. AMP e media

Tendo em consideração que a venda do Palacete Pinto Leite a privados ocorreu há mais de dois anos e meio e que desde então o referido edifício se encontra encerrado ao público, não albergando qualquer actividade de domínio cultural contrariando, aparentemente, o que fora estabelecido contratualmente;

Serve o presente para solicitarmos à Câmara Municipal do Porto a disponibilização de informação sobre se existe algum projecto em curso para o local e, no caso desse projecto existir, qual o prazo previsto para a sua execução.

Na mesma medida, solicitamos a informação sobre os planos da edilidade para a acomodação e disponibilização ao público do acervo artístico que o mesmo edifício e os seus anexos albergavam até à sua venda pelo Município em 2016, nomeadamente as antigas cavalariças, em relação às quais nos chegaram informações dando conta do seu esvaziamento pela CMP.

Com os melhores cumprimentos

José Pedro Tenreiro, Alexandre Gamelas, Francisco Queiroz, Paulo Jorge Costa, Virgílio Marques, Nuno Gomes Oliveira, César Santos Silva, Paulo Visani, Susana Lainho

Demolição de moradia na R Pinto Bessa / pedido de esclarecimentos à CMP

Exmo. Senhor Presidente da Câmara Dr. Rui Moreira Cc. AMP, SOS Azulejo Constatámos estupefactos a demolição recente da moradia si...