quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Obras no Rio Tinto em Campanhã - protesto e pedido de consulta

Exmo. Senhor Presidente da CM Gondomar
Dr. Marco Martins,
Exmo. Senhor Presidente da CM Porto
Dr. Rui Moreira,
Exmo. Senhor Presidente da Agência Portuguesa do Ambiente
Dr. Nuno Lacasta,
Exmo. Senhor Presidente da Águas do Porto
Eng. Frederico Fernandes,
Exmo. Senhor Presidente da LIPOR Gondomar
Sr. José Fernando Moreira,


Vimos pelo presente apresentar a V. Exas. o nosso protesto pela forma como estão a decorrer as obras de colocação do colector de esgotos ao longo do Rio Tinto, em Campanhã, resultando na destruição das suas margens da forma que as imagens ilustram (ver anexos, alusivos às ruas do Pego Negro, Lagarteiro e Azevedo).

Com efeito, está a ser severamente afectado todo o ecossistema do local, com especial destaque para as margens naturais, sendo a obra supostamente para despoluir o rio (a jusante e não a montante, como mandaria o bom senso) e suportada por verbas da UE.

Lamentamos que não tenha havido consulta pública durante a fase de concepção da obra. Contudo, ainda há oportunidade para corrigir alguma coisa e, mais importante, repor o que foi partido: as estruturas em pedra que suportavam as margens (represas e outras estruturas hidráulicas), evitando ainda que o rio seja assoreado e, tão importante ou mais, assegurar a boa permanência da vegetação ripícola.

Assim, solicitamos à Águas do Porto e à Câmara Municipal de Gondomar que lancem mão de um Plano de Recuperação do curso do Rio Tinto em Campanhã/Rio Tinto que permita que as suas margens sejam protegidas, o património protegido, que a agricultura regresse às suas margens, que a população possa fruir do seu curso, re-naturalizando o que pode ser re-naturalizado, e conservado o que deve ser conservado, com a reconstrução e afundamento das albufeiras e das represas, a reconstrução e manutenção livre e desimpedida das levadas, a recuperação dos moinhos, de forma a permitir que o vale possa reter o máximo de água, para não acontecer o que há alguns anos aconteceu com a enchente repentina que destruiu a Marina do Freixo.

Solicitamos à Câmara Municipal do Porto que faça alargar a área de implementação do futuro Parque Oriental até à foz do Rio Tinto.

E solicitamos à Agência Portuguesa do Ambiente que nos faculte a consulta do projecto e dos eventuais estudos de impacte ambiental que suportarão toda a intervenção.

Melhores cumprimentos


Alexandre Gamelas, Nuno Gomes Oliveira, Francisco Queiroz, Francisco Sousa Rio, José Pedro Tenreiro, Malcolm Millais, Paulo Ferrero, Paulo Sousa Costa e Rui Ferreira

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